quarta-feira, 18 de maio de 2011

Conclusão do Gauchão

"Nunca deixe para depois o que você pode fazer agora!"

Essa é a frase que os jogadores do Grêmio deveriam colocar na cabeceira da cama, como conclusão final do gauchão e reflexão para o campeonato brasileiro.

Analisando a trajetória gremista no campeonato cheguei a conclusão, que o Grêmio cometeu sete pecados que entregaram o título ao co-irmão. É inacreditável a quantidade de oportunidades e a falta de competência para matar o campeonato. Vamos a elas:

1. No dia 30 de março o Grêmio enfrentou o Juventude na serra. Jogo atrasado da primeira rodada (fase de grupos do segundo turno). Neste momento o Inter teria mais dois jogos a fazer e tinha a mesma pontuação do Grêmio. Uma vitória gremista colocaria o time 3 pontos a frente do rival, líder geral do segundo turno, o que nos daria vantagem de disputar a Taça Farroupilha no Olímpico. E pior ainda, o Grêmio vencia o jogo por 2 a 1, perdendo vários gols e com um homem a mais em campo até os 30 minutos do segundo tempo. Ou seja, em 15 minutos tomamos a virada e deixamos escapar a vitória. 3 x 2 para o Juventude.

2. No dia 10 de abril o Grêmio chegou a última rodada (fase de grupos do segundo turno), com vantagem de dois pontos sobre o nosso rival. Isso porque na rodada anterior, o Inter conseguiu empatar com o glorioso Lajeadense, enquanto o Grêmio venceu o Veranópolis. Novamente, tinhamos apenas que ganhar do Santa Cruz e estava confirmada a final do segundo turno no Olímpico. Eis que o Grêmio conseguiu empatar, já o co-irmão venceu, empatando em número de pontos conosco (13 para os dois).

3. Chegamos ao dia 17 de abril, quartas de final da Taça Piratini. O Grêmio enfrentou o temível Ypiranga de Erechim. Por incrível que pareça uma vitória ainda daria vantagem na final da Taça Farroupilha, pois o primeiro cirtério de desempate para decidir o mando de campo era número de vitórias. Assim, Grêmio e Inter tinham 13 pontos, mas o Grêmio tinha 4 vitórias enquanto o Inter tinha 3 vitórias (muitos empates). Ou seja, bastava vencer nas quartas e nas semi-finais e jogaríamos no Olímpico. Mas esi que o Grêmio empata com o Ypiranga, novamente, depois de estar vencendo.

4. Final da Taça Farroupilha, dia 01 de maio, o Grêmio empatava o clássico no beira lago, jogando com um homem a mais. Aos 46 minutos do segundo tempo, no último lance do jogo, o Grêmio tem uma falta na entrada da área, dentro do meia lua, de frente para o crime. A lógica era Rockemback bate e afunda o Renan com bola e tudo, ou Douglas bate colocado em qualquer um dos cantos. E pela quarta vez o Grêmio não matou. Fernando, reserva, que nunca vez um gol de falta no time titular é quem parte para a cobrança e joga na barreira.

5. Primeiro jogo da decisão, dia 08 de maio, jogamos muito melhor no segundo tempo. O time abriu 2 a 1 logo no início do segundo tempo. Perdemos chances de aumentar o placar, nossos atacantes foram displicentes´. O Grêmio poderia ter feito 3 a 1, 4 a 1, pois o Inter estava paralisado, ainda com o Penharol na cabeça e vendo o mesmo filme de terror se repetir 3 dias depois. Novamente o time deu mole, cedeu um empate no final, mas menos mal, que ainda conseguiu a vitória com uma falha do nosso compadre Renan.

6. O jogo decisivo dia 15 de maio. Falcão faz outra invesão e o Grêmio passa 30 minutos do jogo amassando o co-irmão. O Grêmio fez 1 a 0 cedo, podia ampliar, trocava passes com extrema facilidade. A torcida ficou tão soberba que começou a gritar olé. Aqui também entra o pecado da torcida. Não se grita olé no primeiro tempo de um grenal. Isso levou Falcão a corrigir os erros e motivou mais os jogadores do co-irmão. Mas enfim, o olé não justifica que nossos atacantes perdem 6 opertunidades de gol em 30 minutos. Ou seja, deixou de matar o jogo no primeiro tempo, deu mole pela sexta vez.

7. Por fim vieram os penaltis, o Grêmio sai batendo e na terceira sequência de penaltis o Grêmio pula a frente do placar. Renan pegou um penalti, enquanto vitou pegou dois. O resultado era 3 penaltis para cada lado e Grêmio 2 x 1. Bastava o próximo batedor do Grêmio fazer o 3 x 1 e deixar a perna dos outros dois batedores do Inter mais pesada. Mas Lúcio foi a cobrança (bom jogador), mas não é batedor de bolas paradas e penalti. Já tinha perdido seu penalti nas quartas de final contra o Ypiranga. Enfim, bateu, errou e lá se foi a sétima e última chance de levar o gauchão.

É Renato. O futebol pune! Mas sete vezes ao longo de um campeonato inteiro? Não há imortalidade que resista. Como eu gostaria que os jogadores refletissem sobre isso.

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