Minha proposta para hoje era que apenas trocássemos olhares constrangidos e, silenciosamente, nunca mais tocássemos no assunto da noite de ontem.
Não foi aceita e, assim sendo, me cabe trazer as opiniões mais embasadas e coerentes deste blogue.
E a única teoria válida para o que ocorreu ontem é mandinga braba, trabalho ou feitiço.
O que mais poderia explicar, em uma única noite, serem eliminados quatro brasileiros na Libertadores?
Vejamos o placar agregado (somados os jogos de ida e volta) de cada um dos eliminados:
Internacional 2 x 3 Peñarol (1x1 no Uruguai, 1x2 em Porto Alegre)
Grêmio 1 x 3 Universidad Catolica (1x2 em Porto Alegre, 0x1 no Chile)
Fluminense 3 x 4 Libertad (3x1 no Rio de Janeiro, 0x3 no Paraguai)
Cruzeiro 2 x 3 Once Caldas (2x1 na Colômbia, 0x2 em Belo Horizonte)
Dos quatro times eliminados, apenas um não sofreu derrota em casa. Um ganhou fora e perdeu em casa. Um empatou fora e perdeu em casa. Um foi sumária e insofismavelmente derrotado, tanto em casa quanto fora.
Dos quatro times que eliminaram representantes do futebol pentacampeão do mundo, nenhum argentino.
Só mandinga mesmo, não? Ou talvez seja o fato de que, ao contrário do que uma certa soberba possa indicar, há futebol inteligente na América fora do eixo Brasil-Argentina.
Há quem ache que o Brasil perdeu as Copas do Mundo de 50 e 98. Estes acham que somos deuses do futebol, insuperáveis, que só somos derrotados por nossas próprias falhas. E há quem reconheça que Uruguai e França ganharam essas Copas porque foram, simplesmente, melhores que nós.
Não adianta ficar buscando explicações no imponderável. Peñarol, Universidad Católica, Libertad e Once Caldas foram melhores do que Internacional, Grêmio, Fluminense e Cruzeiro.
Reconhecer isso é o primeiro passo para não se cair em crise.
Bola pra frente que o Brasileirão vem aí. Adianto aos presentes que a taça gostou muito das Laranjeiras e que o Fluminense vai zelar pela felicidade dela e defender que ela passe mais um ano lá.
Saudações Tricolores,
Sem comentários:
Enviar um comentário