segunda-feira, 16 de maio de 2011

Não dormi direito...

Não é fácil digerir uma derrota como essa.
Para o nosso maior rival. Em casa. Podendo perder por diferença de um gol.....

Fui pronto para uma festa. Eu , assumidamente torcedor de paper view, sai do meu conforto com a tarefa de levar o meu filho, de oito anos, testemunhar o Grêmio levantar a taça.

Cheguei cedo. Cerveja e churrasco ao redor do olímpico. Estava tudo certo, seríamos campeões.

A festa aconteceu, só que foi vermelha.

Tinha um tempero maior na minha aflição. O meu guri. ficava pensando, como ele reagiria com o que se desenhava????( Reagiu melhor que o pai, lá pelas 22 da noite, eu tristão na frente da TV, ele me abraçou e disse" é apenas um jogo pai").

Na volta senti o barulho - porque tantas pessoas , mesmo triste, fazem barulho - em ritmo de velório, que imagino como tenha sido o Maracanã em 50

Não tenho dúvidas que foi a maior derrota da história recente tricolor. Ver o Boca (2007) e o Corinthians( 1995) darem volta olímpica no nosso estádio, é um coisa. Ver ELES, do jeito que foi, erguer a taça no nosso templo, é muito dolorido.

Em casa desabafei com a patroa, que é colorada: " não pode ser verdade. Isso é um pesadelo. Vou acordar, vai ter um belo domingo de sol, pegarei meu filho pela mão e levarei para ver um grande vitória do nosso Grêmio..."

Ela, de forma mansa, verdadeira, com o brilho no olho, disse: " para nós também parece um sonho. Estou com medo de acordar..."

Começaram os gols do Fantástico. Fui me recolher. Jurei pra mim mesmo que nunca assistirei esses gols novamente. NUNCA. Em respeito a minha indignção, nunca verei os lances desse dia triste.



ps: SEIS DA MANHÃ, nem tentei. Conheço os meus limites. Ela, respeitosamente, dormia como um anjinho.......

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