sexta-feira, 6 de maio de 2011

Por que a gente é assim?

Ressaca.
Esse era o clima durante o dia, pós eliminação da dupla GRE-NAL da libertadores.
Tão logo sacramentou-se a queda do Grêmio, pensei: " não quero saber mais de futebol, não nem aí para o GRE-NAL".
Aí logo vem aquelas justificativas racionais " eu não ganho nada com isso. Esse povo ganha um monte e não faz nada. É um absurdo no nosso país um jogador de futebol ganhar tanto...."

Engraçado que essas imersões na racionalidade, sempre aparecem quando o nosso time perde. Nunca sou tomado pela racionalidade nas vitórias ( aliás, ultimamente, tenho surtos racionais mais frequentes. Acho que tá na hora do Grêmio ganhar algo de verdade).

Chegou a noite de quinta, e a ressaca já não era tão dolorida. Dei uma espiada no cardápio: CoritibaX Palmeiras; Cerro x Estudiantes e Flamengo e Ceará.

Pensei" vou fazer outra coisa". Fui futricar no computador. Ansiedade, inquietação.....no intervalo do filme, tomei o controle da patroa: " só vou dar uma olhadinha no Palmeira, pode ser que o Felipão caia em São Paulo, e levante em Porto Alegre, para substituir o Renato...." .

Mesmo com a cara feia dela, fui. Quatro a zero para o Coxa. " Tá sem graça o jogo". Voltei para o canal, e o filme já tinha retomado. Cara mais feia, ainda, promeu lado ( ainda mais que eu estava em dívida, pelo meu fracasso matinal, postato anteriormente)

Mais tarde, meu filho - "javali"- maior, gritou ; " Pai! Pai, o jogo do Estudiantes está nos penaltis".

Fechei o computador, abruptamente. A patroa já tinha se recolhido. Caminho livre para o futebol.

Só fui abri o computador, novamente,para salvar os arquivos, perto da meia noite. Comecei no jogo da libertadores e terminei secando o Ronald.....opa, desculpa, o Flamengo.

Fui dormir tarde, cansado. Com a música do Barão na cabeça:

" Mais uma dose( dessa cachaça chamada futebol)? É claro! É claro que eu a fim!
Por que que a gente é assim?"

Ps.: nessa última seis da manhã, tudo correu com normalidade. Acho que tive um bom desempenho. ACHO. Ainda traumatizado, não quis perguntar:" foi bom pra você ?"

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